O olhar das mulheres cineastas sobre o meio ambiente. Muitos filmes da sétima edição sétima da Mostra Ecofalante, são dirigidos ou co-dirigidos por mulheres. Conheça agora algumas delas, suas obras e aproveite para escolher quais filmes dessa edição você não vai querer perder.

Denise Zmekhol
Denise Zmekhol- Crianças da Amazônia
Denise nasceu em São Paulo, onde cursou faculdade de Jornalismo e Comunicações, e complementou seus estudos em Fotografia, Cinema e Televisão na San Francisco State University, em San Francisco, Califórnia. Em 1987, começou a filmar na Amazônia, onde produziu a exposição fotográfica Crianças da Amazônia e tirou as últimas imagens do ambientalista e ativista Chico Mendes. Anos depois, esse trabalho resultou no documentário Crianças da Amazônia, que faz parte da Homenagem ao seringueiro na nossa 7ª edição.
Atualmente, Denise está produzindo um vídeo com o Google Earth Outreach, para treinar as tribos da Amazônia no uso do Google Earth para criar mapas, registrar tradições culturais e monitorar a floresta para impedir o corte ilegal de madeira.

Julia Dahr
Julia Dahr- Obrigado, Chuva
Julia acredita que os cineastas podem ser agentes de mudança. Ela é uma diretora e produtora norueguesa que é apaixonada por histórias baseadas em personagens que podem chamar a atenção sobre questões sociais e ambientais de uma nova maneira, desafiar estereótipos e gerar impacto. Em 2015, ganhou o prêmio One World Media, foi nomeada para o prêmio Grierson e foi incluída na lista dos 30 jovens europeus que dirigem e definem a mídia mundial.

Katia Lara
Katia Lara – Berta Vive
Katia iniciou no mundo do cinema quando entre 1985 e 1990 colaborou com a Radio Venceremos, un coletivo de cinema clandestino de esquerda que durante a Guerra Civil de El Salvador, produzia documentários sobre o que estava acontecendo no país. Também já trabalhou como jornalista para algumas publicações. Em 2003, depois de estudar cinema na Argentina, Katia fundou a Terco Produções, uma companhia de produção cinematográfica com sede em Honduras e Guatemala. Seu documentário exibido na Mostra mostra a repercussão do assassinato de Berta Cáceres, líder do COPINH – Conselho Cívico de Organizações Populares e Povos Indígenas de Honduras.

Marie-Monique Robin
Marie-Monique Robin- O que nos move?
Nascida na França em 1960, fez muitos filmes e livros documentais traduzidos em cerca de vinte idiomas. Apaixonada por diversos idiomas e culturas, vai estudar na Alemana, onde começa a se envolver com movimentos sociais. Nos anos 80, viaja para a Colômbia, onde arrisca a vida para revelar um caso de assassinato de 26 jornalistas. Entre seus trabalhos premiados também estão um livro sobre uma rede internacional de tráfico de órgãos, um sobre a prática da tortura na Guerra da Argélia e um documentário denunciando ações da empresa Monsanto.

Maria Arlamovsky
Maria Arlamovsky- Bebês do Futuro
Maria Arlamovsky vive e trabalha em Viena, Austria. Seu trabalho traz um olhar especial sobre questões de gênero. ‘Rubber Chicken Born at Home’, é um documentário sobre uma mulher que decide dar a luz em casa; ‘Loud and Clear’, é sobre sobreviventes de abusos sexuais; ‘A White Substance’, trata sobre o estupro como arma de guerra. Maria tem filhos adotivos e considera o contato com crianças como algo muito especial em sua vida. O filme Bebês do Futuro pretende discutir o futuro da reprodução humana.

Bárbara Wagner
Bárbara Wagner – Estás Vendo Coisas
Com apenas 27 anos, Bárbara Wagner já dirigiu dois curtas premiados e atualmente grava seu primeiro longa. Joga com formas híbridas de cinema, combinando elementos ficcionais, documentais e experimentais. Em suas narrações, ela toca a importância da memória, da morte e da imaginação, criando contos que refletem diferentes formas de perceber a realidade, muitas vezes dentro de um contexto político forte.

Benthe Forrer
Benthe Forrer- O Caso do Chocolate
Benthe Forrer mora em Amsterdã e já trabalhou em uma ampla gama de dramas, documentários e programas infantis de televisão. Sua série sobre a escravidão infantil na indústria do cacau, levou à criação de uma barra de chocolate 100% livre de escravos chamada Tony’s Chocolonely, que é agora uma grande marca de chocolate dos Países Baixos. A incrível história por trás desta criação de chocolate é agora contada por Forrer no filme O Caso do Chocolate.

Manuela Andrade
Manuela Andrade – Fantasia de Índio
A pernambucana Manuela Andrade trabalha com produção, direção, roteiro, pesquisa e educação na área de cinema há 10 anos. Em 2017, finalizou seu primeiro projeto como diretora, o curta-metragem documental “Fantasia de Índio”, que aborda questões pessoais e familiares para ela. Ela também trabalha no desenvolvimento da série de documentários “Vizinhos Ancestrais”, que trata das etnias indígenas do estado de Pernambuco e é voltada para o público infantil.

Sue Williams
Sue Williams – O Custo do Vício Digital
Sue Williams produziu e dirigiu cinco documentários sobre a China aclamados pela crítica. A China contemporânea aparece em seu mais recente filme, O Custo do Vício Digital. Sue também dirigiu duas biografias muito elogiadas sobre Eleanor Roosevelt e Mary Pickford. Seus filmes foram transmitidos em mais de 25 países e participaram de festivais ao redor do mundo.

Grace Boyle
Grace Boyle- Munduruku: A Luta para defender o coração da Amazônia
Grace é fundadora e diretora do The Feelies, o primeiro cinema multissensorial público baseado em realidade virtual. Trazendo perfumistas, designers de experiência, artistas sonoros, psicologia e design artístico e de produção para o mundo da realidade virtual, o The Feelies tem dois projetos multissensoriais de realidade. Um deles, é o resultado de uma colaboração de dois anos com o Greenpeace, e conta a história dos Munduruku, um povo indígena da Amazônia brasileira que está resistindo aos planos de um enorme complexo de barragens hidroelétricas.
Outras diretoras dos filmes que presentes na 7ª Mostra Ecofalante:
Tiziana Panizza – Terra Solitária
Marijn Frank – Coração de Açougueiro
Anna Chai & Nari Kye – Uma História de Desperdício
Martina Rosa- N-água (co-diretora)
Aya Domenig- O dia em que o sol se foi
Robin Petré- Pulso
Amanda Kernell- Sangue Sami
Donn Alan Pennebaker – Alforria Animal (co-diretora)
Karina Holden- Triste Oceano
Christina Clusiau- Troféu (co-diretora)
Flavia Angelico – Água Mole Pedra Dura
Juliana Antunes – Baronesa
Tiziana Panizza – Terra Solitária
Isabel Penoni e Valentina Homem – Abigail
Simone Giovine – Histórias do Cumaru
Dulce Queiroz – Terras Brasileiras
Diana Mendes – O Conto do Burro Amarelo
Pâmela Peregrino- Òpárá de Òsùn: Quando Tudo Nasce
Marcela López Pazos- Idade (identidade)
Hélène Letourneur- Outono
Ana Stela Cunha- A Grande Ceia Quilombola (co-deireção)
Dea Ferraz- Modo de Produção
Suzanne Crocker- Todo o Tempo do Mundo