*Mostra é realizada em parceria com a Coordenadoria dos Centros Educacionais Unificados (COCEU), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
*Programação reúne seis programas de filmes voltados da Educação Infantil ao Ensino Médio e EJA
*Iniciativa integra as ações do Agosto Indígena nos CEUs e busca fortalecer o diálogo intercultural por meio do cinema
*Desde 2024, parceria entre Ecofalante e COCEU já realizou 235 sessões, alcançando mais de 26 mil estudantes
Estão abertas as inscrições para a III Mostra Ecofalante: Agosto Indígena, realizada em parceria com a Coordenadoria dos Centros Educacionais Unificados (COCEU), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Integrando a programação do Agosto Indígena nos Centros Educacionais Unificados (CEUs), a iniciativa convida educadoras(es), equipes gestoras e comunidades escolares a promoverem sessões de cinema voltadas à valorização das histórias, culturas, saberes e formas de vida dos povos indígenas.
A mostra propõe ampliar o diálogo sobre os povos originários por meio do audiovisual, promovendo reflexões sobre seus direitos, línguas, memórias, modos de vida e suas relações com os territórios e o meio ambiente. A curadoria reúne seis programas de filmes, organizados de acordo com as diferentes etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), aproximando estudantes de múltiplas perspectivas sobre identidade, ancestralidade, resistência e justiça socioambiental.
A parceria entre a Ecofalante e a COCEU teve início em 2024 justamente com a realização da primeira edição da Mostra Ecofalante: Agosto Indígena. Desde então, a iniciativa passou a integrar a programação dos CEUs, fortalecendo o cinema como ferramenta educativa e ampliando as oportunidades de diálogo sobre a diversidade dos povos originários em diferentes territórios da cidade.
Nas duas primeiras edições, a parceria realizou um total de 235 sessões, alcançando 26.605 estudantes. Em 2024 foram promovidas 145 sessões, reunindo 16.786 estudantes. Já em 2025, a segunda edição realizou 90 sessões, alcançando 9.819 estudantes. Os resultados demonstram a consolidação da mostra como uma ação permanente voltada à valorização da diversidade cultural e ao fortalecimento da educação para os direitos humanos.
Sobre a Curadoria
A programação deste ano reúne produções sobre diferentes povos e territórios indígenas brasileiros, organizadas em seis programas temáticos destinados às diferentes faixas etárias. Obras de diversos gêneros abordam temas como identidade, memória, ancestralidade, preservação ambiental, protagonismo indígena, transmissão de saberes entre gerações e defesa dos territórios.
Para a Educação Infantil, o programa “Histórias que vêm da floresta” reúne filmes que apresentam às crianças diferentes histórias, saberes, brincadeiras, modos de vida e formas de relação com a natureza de povos indígenas, valorizando a ancestralidade e a diversidade cultural. As produções percorrem narrativas de povos como Munduruku, Guarani Mbya e Huni Kuĩ e abordam temas como a força das histórias, o Bem Viver, as brincadeiras, os alimentos, os territórios e a construção da identidade, proporcionando às crianças um contato sensível e lúdico com diferentes experiências de infância e formas de compreender e habitar o mundo. A sessão contará com acessibilidade em Libras.
Para o Ciclo de Alfabetização (6 a 8 anos), o programa “Aventuras na aldeia” reúne os filmes “Kwat e Jaí – Os Bebês Heróis do Xingu”, de Clarice Cardell, e “Palermo e Neneco: Um dia na aldeia Mbya-Guarani”, de Ariel Duarte Ortega e Patrícia Ferreira. Por meio de uma aventura inspirada na cosmogonia do povo Kamayurá e do registro do cotidiano de uma aldeia Mbya-Guarani, os filmes apresentam às crianças diferentes formas de viver, brincar, aprender e se relacionar com o território, valorizando histórias, saberes e modos de vida indígenas. A sessão contará com acessibilidade em Libras.
Para o Ciclo Interdisciplinar (9 a 10 anos), o programa “Saberes da floresta” reúne os filmes “No tempo do verão: Um dia na aldeia Ashaninka”, de Wewito Piyãko, “A menina e o pote”, de Valentina Homem e Tati Bond, e “Delícia de Açaí”, de Mari Correa. As produções aproximam as crianças de diferentes conhecimentos e formas de relação com a floresta e com o território, abordando a transmissão de saberes entre gerações, práticas e modos de vida indígenas, além de trazer uma narrativa sobre sonhos, sementes e a possibilidade de criação de novos mundos.
Para o Ciclo Interdisciplinar e o Ciclo Autoral (9 a 14 anos), o programa “Futuro ancestral” reúne os filmes “Javyju – Bom dia”, de Carlos Eduardo Magalhães e Kunha Rete, e “Djaexáa Porã – Um olhar para o futuro”, de Adolfo Wera Mirim e Ed Davies. As produções propõem diferentes reflexões sobre o futuro dos povos indígenas e da humanidade, a partir, respectivamente, da ficção e do documentário, abordando a relação com a natureza, a ancestralidade, a preservação das tradições e os desafios enfrentados pelas novas gerações na construção de seus futuros.
Para o Ciclo Autoral (11 a 14 anos), o programa “Memórias da floresta” reúne os filmes “Mãri hi – A árvore do sonho”, de Morzaniel Ɨramari, “Thayara”, de Mila Leão, e “Wamã Mēkarõ Opojdjwyj”, de Bemok Txucarramãe. As produções abordam diferentes formas de preservar e transmitir memórias, identidades e saberes indígenas, passando pelo universo dos sonhos Yanomami, pelas reflexões de uma mulher Kaingang sobre suas raízes e pelo papel do audiovisual na construção e preservação da memória do povo Kayapó.
Para o Ensino Médio e EJA (15 anos ou mais), o programa “Raízes que Resistem” reúne os filmes “Antes da Chuva”, de Otávio Almeida, e “Ka’a zar ukyze wà – Os donos da floresta em perigo”, de Flay Guajajara, Edivan dos Santos Guajajara e Erisvan Bone Guajajara. As produções abordam os impactos das transformações ambientais e da expansão do agronegócio sobre os territórios e modos de vida indígenas, destacando a importância da proteção das florestas e da resistência dos povos na defesa de seus territórios, comunidades e formas de existência.
Sobre o Ecofalante Educação
O Ecofalante Educação é um programa que leva o cinema e o audiovisual para dentro de escolas e universidades de todo o Brasil, com foco em temas ligados ao meio ambiente, aos direitos humanos e à sustentabilidade.
Por meio de curadorias temáticas de filmes, sessões seguidas de debate e mediação, formação de educadores, desenvolvimento de materiais pedagógicos, criação de disciplinas e projetos de extensão, e oficinas com estudantes, o programa promove a integração entre educação e cultura, incentivando o pensamento crítico e o engajamento socioambiental de estudantes e educadores de diferentes níveis e modalidades de ensino.
Seu acervo é disponibilizado gratuitamente na plataforma de streaming educacional Ecofalante Play, que reúne filmes e materiais voltados ao trabalho pedagógico com o audiovisual, em diálogo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com as demandas dos territórios e das comunidades.
O programa atua em rede, estabelecendo parcerias em nível federal, estadual e municipal por meio de acordos de cooperação com órgãos públicos, universidades, institutos federais, escolas de educação básica e outras instituições culturais e educativas em diferentes regiões do país. Cada parceria é desenvolvida em diálogo com as diretrizes e especificidades de cada instituição envolvida, respeitando sua autonomia e contribuindo para o fortalecimento de seu papel social e educativo.
O programa Ecofalante Educação é viabilizado por meio do Ministério da Cultura e do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (PROMAC). A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante, Governo do Município de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e Governo Federal.
Sobre a plataforma Ecofalante Play
Através da plataforma Ecofalante Play, educadoras(es) de instituições educacionais de todo o país podem participar da campanha temática sobre o Agosto Indígena, organizando sessões educacionais em escolas e/ou universidades.
A Ecofalante Play é uma plataforma de streaming gratuita e educacional, focada em cinema socioambiental e de direitos humanos, voltada para professoras(es) e instituições de ensino.
Para facilitar o processo de pesquisa, o programa Ecofalante Educação organizou um catálogo de filmes abordando a temática de Agosto Indígena e povos originários. É possível acessar o acervo gratuitamente através da plataforma [https://play.ecofalante.org.br/] e solicitar sessões.
PROGRAMAÇÃO
Programa 1 – Histórias que vêm da floresta
Educação Infantil | 4 e 5 anos | Acessibilidade em Libras
Mundo Munduruku: A história das histórias
Direção: Joana Germani e Maíra Gama | Brasil | 2025 | 5 min
Na aldeia Munduruku, Vovó Nina conta às crianças a história de Maruã, uma jovem guerreira que parte em busca das histórias do mundo, guardadas pela deusa Nayane. Ao lado de animais e seres míticos, Maruã enfrenta desafios e descobre a força da ancestralidade.
Mundo Munduruku: Floresta em pé
Direção: Adriana Pinto Barros | Brasil | 2025 | 3 min
Na aldeia Munduruku, Vovó Nina conta às crianças a história de Maruã, uma jovem guerreira em busca das histórias do mundo. A narrativa celebra a força das histórias e das mulheres como guardiãs da ancestralidade.
Mymba Guata
Direção: Manoela Rabinovitch | Brasil | 2023 | 4 min
Realizado coletivamente por jovens da Terra Indígena Rio Silveiras, o curta em stop-motion acompanha animais em uma caminhada em busca da Terra Sem Males, seguindo o território, o bom caminho e o Teko Porã, conceito relacionado ao Bem Viver do povo Guarani Mbya.
Vamos Brincar?
Direção: Mari Correa | Brasil | 2020 | 5 min
Realizado com crianças do povo Huni Kuĩ da Terra Indígena Kaxinawa do Rio Humaitá, o filme registra brincadeiras e vivências da infância na comunidade.
Delícia de Açaí
Direção: Mari Correa | Brasil | 2020 | 4 min
As crianças Huni Kuĩ da Terra Indígena do Rio Humaitá mostram como preparar o açaí, aproximando o público de uma prática presente no cotidiano da comunidade.
+Forte
Direção: Ara Martins | Brasil | 2025 | 6 min
Oti, uma jovem indígena da aldeia Paraguaçu, enfrenta o choque cultural e o bullying ao começar a frequentar uma escola urbana. Ao se aproximar de seus ancestrais e da história de seu povo, encontra caminhos para fortalecer sua identidade.
Programa 2 – Aventuras na aldeia
Ciclo de Alfabetização | 6 a 8 anos | Acessibilidade em Libras
Kwat e Jaí – Os Bebês Heróis do Xingu
Direção: Clarice Cardell | Brasil | 2023 | 20 min
Os gêmeos Kwat e Jaí, Sol e Lua, partem em uma jornada em busca da mãe, engolida por uma sucuri. A aventura, inspirada em histórias relatadas pela Pajé Mapulu, apresenta uma livre leitura da cosmogonia do povo Kamayurá.
Palermo e Neneco: Um dia na aldeia Mbya-Guarani
Direção: Ariel Duarte Ortega e Patrícia Ferreira | Brasil | 2015 | 23 min
Os irmãos Palermo e Neneco, do povo Mbya-Guarani, vivem o cotidiano da aldeia entre brincadeiras, tarefas e momentos de convivência. O filme apresenta suas experiências e também as relações estabelecidas com o mundo exterior à comunidade.
Programa 3 – Saberes da floresta
Ciclo Interdisciplinar | 9 a 11 anos
Delícia de Açaí
Direção: Mari Correa | Brasil | 2020 | 4 min
As crianças Huni Kuĩ da Terra Indígena do Rio Humaitá mostram como preparar o açaí, compartilhando um conhecimento presente no cotidiano da comunidade.
No tempo do verão: Um dia na aldeia Ashaninka
Direção: Wewito Piyãko | Brasil | 2015 | 21 min
Na aldeia Ashaninka, o verão é também tempo de aprendizado. As crianças deixam a escola para aprender com os mais velhos atividades relacionadas à vida na floresta, como fazer flechas, construir abrigos, acender o fogo, cozinhar e pescar.
A menina e o pote
Direção: Valentina Homem e Tati Bond | Brasil | 2024 | 12 min
Em um futuro distópico, uma menina quebra um pote que liberta sonhos e sementes para a criação de um novo mundo. Em meio à transformação, ela descobre que também será parte da construção desse novo universo.
Programa 4 – Futuro ancestral
Ciclo Interdisciplinar e Ciclo Autoral | 11 e 12 anos
Javyju – Bom dia
Direção: Carlos Eduardo Magalhães e Kunha Rete | Brasil | 2024 | 25 min
Em um futuro próximo, a Terra foi destruída e os povos indígenas sobrevivem graças à proteção dos espíritos da natureza. Na antiga cidade de São Paulo, a aldeia Guarani do Jaraguá recebe uma mensagem de esperança e envia três jovens em busca de respostas na cidade vazia.
Djaexáa Porã – Um olhar para o futuro
Direção: Adolfo Wera Mirim e Ed Davies | Brasil | 2024 | 14 min
O cacique Adolfo Timóteo Werá Mirim relembra e explica costumes Guarani enquanto reflete sobre a possibilidade de perda da identidade dos jovens e das tradições de seu povo.
Programa 5 – Memórias da floresta
Ciclo Autoral | a partir de 13 anos
Mãri hi – A árvore do sonho
Direção: Morzaniel Ɨramari | Brasil | 2023 | 17 min
A partir da experiência dos sonhos de jovens, mulheres e homens adultos, o filme apresenta o universo onírico dos Yanomami e sua relação com a floresta e os saberes do povo.
Thayara
Direção: Mila Leão | Brasil | 2025 | 15 min
Thayara, mulher indígena Kaingang, apresenta-se com a família em escolas durante o Dia dos Povos Indígenas para complementar a renda. Nesse percurso, reflete sobre suas raízes, identidade e experiência como indígena em contexto urbano.
Wamã Mēkarõ Opojdjwyj
Direção: Bemok Txucarramãe | Brasil | 2023 | 7 min
Kiabieti, um dos primeiros cineastas Kayapó, relembra o início do uso das câmeras nas aldeias e reflete sobre a importância do audiovisual para a preservação da imagem e da memória de seu povo.
Programa 6 – Floresta em risco
Ensino Médio e EJA | a partir de 15 anos
Antes da Chuva
Direção: Otávio Almeida | Brasil | 2017 | 21 min
Na região da bacia do Xingu, a expansão do agronegócio provoca impactos na vida de agricultores e indígenas. O documentário acompanha quatro jovens e mostra como as mudanças ambientais afetam suas famílias e comunidades, além das iniciativas desenvolvidas para enfrentar essas transformações.
Ka’a zar ukyze wà – Os donos da floresta em perigo
Direção: Flay Guajajara, Edivan dos Santos Guajajara e Erisvan Bone Guajajara | Brasil | 2019 | 14 min
O filme retrata a Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, território do povo Guajajara e de indígenas isolados Awá Guajá. A produção é um alerta dos Guajajara sobre a ameaça à floresta e a importância de proteger o território e os modos de vida de seus povos.
Serviço
Programa ‘Ecofalante Educação‘
Extensão educacional da Mostra Ecofalante de Cinema
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