Nos dias 3 e 4 de Junho, o Sesc São Paulo e a Ecofalante realizam o Seminário de Cinema e Educação no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP. A abertura começa às 9h45 no dia 3 de junho (segunda-feira).

Em sua segunda edição, o Seminário de Cinema e Educação propõe uma reflexão sobre o potencial pedagógico do uso do cinema pelos professores na escola.

Leia o texto na íntegra sobre o seminário!

Masterclass - O que o cinema ainda tem a ensinar às novas gerações

O cinema traz para as novas gerações dois tipos de importantes conteúdos formadores. O primeiro diz respeito à história da linguagem audiovisual, que se constituiu através dele, antes de se expandir para novos suportes técnicos; uma história que tem enorme impacto na capacidade de compreensão desta linguagem e suas variantes conforme as diferentes mídias de hoje em seus distintos gêneros de produção, um preparo que contribui para o espírito crítico do espectador e para a criatividade do realizador em quaisquer dessas mídias. O segundo diz respeito ao enriquecimento da sensibilidade e da compreensão da história em seus múltiplos aspectos e, em particular, da arte moderna e contemporânea, dado o enorme acervo de informações e experiências estéticas e acústicas acumuladas por mais de um século, seja nos documentários, seja na ficção. Essas são algumas das reflexões que o professor Ismail Xavier, um dos maiores especialistas em cinema no Brasil, vem trazer para o público deste Seminário de Cinema e Educação.

Ismail Xavier

Graduado em Comunicação Social, com habilitação em Cinema, pela ECA. É mestre e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP e doutor em Cinema Studies, pela New York University. Desenvolve pesquisas sobre cinema brasileiro, cinema moderno e contemporâneo e teoria e história do cinema. É autor de diversos livros, entre eles Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome (1983), O cinema brasileiro moderno (2001) e Nelson Rodrigues e o Cinema (2004).

Mesa 1 - Formação de professores: principais desafios e necessidades

Raramente os professores recebem formação específica para integrar o cinema e o audiovisual em suas práticas pedagógicas. Aqueles que decidem trabalhar com essa ferramenta, muitas vezes, enfrentam a inibição inicial ligada à falta de familiaridade com a linguagem. Mas é realmente necessário que o professor a conheça com profundidade? Que tipo de lacunas uma formação específica voltada para o uso do cinema e do audiovisual em sala de aula deve suprir? Quando e como esse tipo de formação pode vir a dar bons resultados? Como ela pode se tornar uma política pública?

Wenceslao Machado de Oliveira

Professor da Faculdade de Educação/Unicamp e pesquisador do Laboratório de Estudos Audiovisuais-OLHO. Pesquisa as relações e experimentações entre cinema e escola. Projetos atuais: "Dispositivos de criação e a experiência do cinema na escola de educação básica do município de Campinas" e "Lugar-escola e cinema: afetos e metamorfoses mútuas".


Marta de Almeida Oliveira

Formada em Pedagogia e Psicopedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem 32 anos de carreira, sendo 15 como professora da Educação Infantil e 17 enquanto orientadora pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Campinas, onde tem constatado a potência do cinema na formação de educadores.

Gustavo Jardim

Gustavo Jardim é pesquisador e realizador audiovisual. Diretor de filmes como Rivadavia 2010, A Hora do Primeiro Tiro e da vídeo instalação Tocaia. Desenvolve e atua em projetos culturais de formação e experimentação ligados às artes, especialmente por meio do cinema. Mestre em Cinema e Educação pela FAE/UFMG. Doutorando em Cinema e Educação pela FAFICH/UFMG, trabalha junto ao grupo de pesquisa Poéticas da Experiência.

Sandra de Oliveira

Doutora em Educação, especialista em gestão, pedagoga. Docente na Pedagogia/Parfor (UERGS); na Especialização em Atendimento Educacional Especializado (UERGS); na Especialização em Educação Inclusiva (UNISINOS); no MBA em Metodologias Ativas e Educação Híbrida (UNIAMÉRICA/Foz do Iguaçu-PR). Sua área de pesquisa é Formação de Professores na articulação com os seguintes temas: Currículo e Metodologias de Ensino; Inclusão e Tecnologias Assistivas; Cinema e Educação.


Mesa 2 - Que tipo de abordagem para o cinema na escola e com que objetivos?

Como e por que mostrar um filme em sala de aula? De que maneira esse objeto pode ser abordado: como conduzir o olhar do aluno? Mostrar um filme para ilustrar um tema: qual a melhor forma? Conhecer a linguagem do cinema é um pré-requisito para que o professor possa trabalhar um filme em sala de aula? Essas são algumas das questões que essa mesa visa a discutir.

Fernanda Omelczuk

Professora da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ). Membra do Grupo de Pesquisa em Educação, Filosofia e Imagem – GEFI, onde coordena Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão na interface do cinema com a Educação em escolas, hospitais, centros comunitários, abrigo de idosos, dentre outros.



Cintya Regina Ribeiro

Doutora e mestre em educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE/USP), instituição na qual atua como docente e pesquisadora. Possui pós-doutorado em Ciências Humanas e Sociais pela Universidad de Buenos Aires (UBA). Integra o Coletivo de Pesquisadores sobre Educação e Relações de Poder junto ao CNPq e atualmente realiza pesquisas sobre experiências estéticas e educação.

Alan Victor Pimenta de Almeida Pales Costa

Graduado em História, Mestre e Doutor em "Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte" pela Unicamp. Professor no Departamento de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSCar - atua na linha de pesquisa "Educação, Cultura e Subjetividade". Estuda e pesquisa na interface das artes com a educação especialmente os seguintes temas: Cultura e Educação Visual, Artes Plásticas, Fotografia e Cinema.

Palestra - O que pode o cinema na escola? Experiências, cortes, montagens, espacialidades e encontros

Nas duas últimas décadas Cinema e Educação têm ocupado espaços em que convergem muitas experiências e reflexões. No corpo dessas discussões, uma tem emergido e apresentado um cenário muito potente: a que se situa nas conexões, nas fronteiras entre o Cinema e a Escola. Neste cenário, várias possibilidades estão despontando, uma multiplicidade de propostas se apresentam e uma pergunta ganha força: o que pode o cinema na escola? Ensaiar outras perguntas acerca desse questionamento nos leva a pensar sobre experiências e encontros na pesquisa e na produção de imagens desenvolvidas por crianças e professoras dentro do espaço escolar. Procurar-se-á partir de trabalhos desenvolvidos com produção de imagens de alunos do Ensino Fundamental e da Educação Infantil. Serão explorados temas que se manifestam diante dessas experiências e que nos colocam diante das interfaces entre cinema e escola: o corpo, o tempo e o espaço. Alguns autores darão o tom desta reflexão: Gilles Deleuze, Michel Foucault e Jacques Rancière.

César Leite

Psicólogo pela PUC-Campinas, Mestre e Doutor em Educação pela UNICAMP, Livre-docente pela UNESP. Possui Pós-doutorados pela FLACSO Argentina, Universidad Complutense de Madrid e pela Faculdade de Educação UNICAMP. Professor do Departamento de Educação UNESP-Rio Claro e dos Programas de Pós-graduação em Educação e Educação Matemática, UNESP-Rio Claro.

Mesa 3 - A importância da formação de um repertório cinematográfico: como a escola e o professor podem contribuir?

Por que é importante que as crianças vejam filmes e que tipo de filmes a escola deve mostrar? Quem deve escolher os filmes? Como mostrar às crianças obras cinematográficas muito diversas daquelas a que elas estão acostumadas? Quais filmes para que faixas etárias? Qual é a importância da formação de um repertório cinematográfico?

Pedro Freitas

Mestre em Educação pela UNIRIO, onde pesquisou a relação entre cinema e educação. Formado em Pedagogia e em Direção de Cinema. Foi professor e coordenador de projetos educacionais; atuou como formador de professores para a Fundação Roberto Marinho. Há 9 anos, é midiaeducador no Colégio Santo Inácio (Rio de Janeiro), no qual desenvolve projetos de cinema e fotografia.



Jane Pinheiro

Professora Titular aposentada do Colégio de Aplicação da UFPE. Doutora em Antropologia (PUC-SP) com a tese "Sonhos em Movimento: 1a Mostra Imaginária de Audiovisuais produzidos por adolescentes no Recife do Século 21". Trabalha com Cinema e Educação desde os anos 1990. Autora de Tiritot, Por causa do sal, Arte Contemporânea no Recife dos anos 1990, dentre outros.

Eliana da Silva Souza

Pedagoga, mestre e doutora em Educação (FE-UNICAMP). Tem experiência como docente do Ensino Fundamental e em formação de professores. Desde 2004, atua como coordenadora pedagógica na Secretaria Municipal de Educação de Campinas. Uma das coordenadoras do Programa Cinema e Educação (desde 2016), participando do trabalho de constituição do acervo digital para as escolas e da organização de oficinas para os professores (Infantil e Fundamental).



Mesa 4 - Produção de filmes na escola: fazer e mostrar

Qual o potencial do fazer cinematográfico para as crianças? Que tipo de aprendizado elas podem tirar desse tipo de experiência? Para o professor, quais são os principais desafios ao propor esse tipo de atividade? Como e onde mostrar os filmes produzidos pelos alunos?

Isaac Pipano

Pesquisa, ensina e faz filmes. Doutor em Comunicação pela UFF e coautor do livro Cinema de Brincar, com Cezar Migliorin, com quem também codirigiu o documentário Educação (2017). É um dos idealizadores do "Inventar com a Diferença: cinema, educação e direitos humanos", projeto de formação audiovisual difundido nos 27 estados brasileiros, envolvendo instituições também na Bolívia, Chile, Uruguai e Argentina. Desde 2010 atua como educador em programas de formação audiovisual, além de colaborar na curadoria e coordenação de mostras e cineclubes.

Maíra Norton

Doutoranda em Educação da UFRJ e integrante do CINEAD/UFRJ. Formada em Comunicação pela UFRJ. Mestre em Artes pela UFF. Autora do livro Cinema Oficina: técnica e criatividade no ensino do audiovisual (Eduff: 2013). Atuou como educadora de cinema em diversos projetos e instituições: CUFA, CINEAD, Imagens em Movimento, Inventar com a Diferença, Cinema Nosso, Casa da Cultura de Paraty e SESC Paraty.

Cláudia Seneme do Canto

Professora de Cinema da Universidade Metodista de Piracicaba e Doutoranda e Mestre em Educação pela Unesp de Rio Claro. Atua como produtora e editora de filmes independentes há mais de 10 anos junto ao Grupo Kino-Olho e integra o Grupo de Pesquisa Imago - Laboratório de Imagem Experiência e Criação da Unesp de Rio Claro. Foi diretora de produção do curta-metragem Command Action, exibido na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2015 e produtora do curta-metragem A Moça que Dançou com o Diabo, vencedor da Menção Honrosa na Mostra Palme D'or do Festival de Cannes 2016.